Sónia Teles

Respira fundo e conta até dez

Os ritmos de vida são cada vez mais stressantes e isso tem implicações nas nossas vidas e de quem nos rodeia. É um efeito dominó que é preciso parar.

O mês de novembro iniciou-se com o Dia da Consciencialização Para o stress . Esta palavra, stress , faz parte da nossa linguagem diária mas será que sabemos mesmo o que quer dizer?! Esta patologia é uma resposta do organismo a determinados estímulos físicos e emocionais como um acontecimento significativo e que nos afeta emocionalmente. Por exemplo, o divórcio, o desemprego ou o falecimento de um ente querido. Aliás, quase todas as exigências da sociedade atual potenciam as situações de stress . Poroutro lado, o stress , até certo ponto, pode ser positivo ao impelir à resolução dos problemas que surgem. Aquilo que os atletas sentem antes da competição também é uma forma de stress mas que os leva a ultrapassar os obstáculos. Em situações de stress , o corpo reage produzindo certas hormonas, alterando a pressão arterial e o ritmo cardíaco. Como tal, se os níveis de stress não forem controlados, podem dar origem a problemas de saúde físicos. Para evitar que o stress tenha estas consequências físicas há que encontrar estratégias para o controlar. Deve-se tentar levar
uma vida o mais tranquila possível identificando os fatores desencadeantes de situações de stress na sua vida de modo a evitá-las. O exercício físico, a alimentação, os passatempos, o estreitamento de laços sociais, inclusive através da partilha das nossas preocupações com os outros, parecem ter um efeito positivo. Também é muito importante saber gerir o nosso tempo equilibrando o tempo dedicado ao trabalho, à família, ao lazer e ao descanso. Quando estas estratégias falham, há que procurar ajuda profissional. A nível farmacêutico, podemos recorrer a algumas substâncias que podem ajudar em situações iniciais. Suplementos com panax ginseng, rodiola rosea, 5-hidroxitriptofano (5HTP), passiflora incarnata, crataegus ou valeriana officinalis podem ser uma primeira resposta em situações de stress . O farmacêutico também pode ajudar a identificar se a situação é ligeira ou se, pelo contrário, a situação já é grave o suficiente para procurar ajuda médica. De qualquer das formas aconselhe-se sempre e procure ajuda. Os profissionais existem para isso mesmo.

Cuidado com as picadas

Os dias quentes, embora agradáveis, trazem alguns incómodos. Na nossa região enfrentamos, todos os anos, problemas com os insetos. A proximidade do rio, dos jardins ou dos campos de cultivo de arroz são fatores desencadeantes para o aparecimento dos mosquitos já que estes insetos necessitam de meio aquático para o seu desenvolvimento.
Embora, em Portugal, não haja conhecimento de transmissão de doenças graves através da picada do mosquito, esta situação é muito desconfortável. A picada de mosquito provoca muito prurido e, principalmente nas crianças, pode provocar reações muito inflamadas. O tratamento da picada passa pela utilização de anti-histamínico e antipruriginoso tópico, podendo também ser necessário a toma de anti-histamínico oral. Em casos mais graves, pode ser necessário recorrer ao médico para a toma de corticosteroides ou mesmo antibióticos.
Para evitar estas ocorrências temos ao nosso dispor algumas soluções preventivas. As substâncias mais eficazes que podem ser usadas como repelentes são o IR3535, um ingrediente ativo derivado de substâncias naturais, e a N,N-dietil-m-toluamida (DEET). A duração da proteção conferida é diretamente proporcional à concentração de repelente que o produto possuí. Os repelentes podem ser encontrados em forma de spray, loção, roll-on, pulseiras ou clips.
O problema é que estas substâncias não são seguras para utilização em bebés e crianças. Assim, nesses casos, há que optar por outras substâncias mais seguras, embora menos eficazes, como o citrodiol, a icaridina ou óleos essenciais de plantas como a ci-tronela ou o alecrim. Os repelentes para crianças existem nas mesmas apresentações que os repelentes para adultos. No entanto, nenhuma destas substâncias é segura para bebés até aos seis meses de idade de-vido à fragilidade da sua pele. Nestes casos pode-se adquirir redes mosquiteiras, que são muito eficazes, ou acessórios como pastilhas repelentes que se podem colocar no berço ou no carrinho. Deste modo previne-se as picadas com toda a segurança. Tenha um verão seguro!

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