Paula Martins

Alergia é diferente de intolerância alimentar

Alergias ou intolerâncias alimentares. Muitas vezes confundimos estes dois tipos de reações adversas que o orga-nismo apresenta quando em contacto com determinado alimento. No entanto, são dois termos muito diferentes.
Por alergia alimentar entende-se uma reação do foro imunológico, que pode surgir após o consumo, contacto ou até proximidade de um ou mais alimentos. Já quando falamos da intolerância alimentar, referimo-nos a uma resposta adversa do organismo pelo consumo de determinado alimento, normalmente com alterações ao nível gastro intestinal ou outros.
Como é possível perceber, a gravidade de uma ou de outra situação são diferentes, uma vez que, no caso de alergia, uma pequena quantidade de alimento pode provocar uma crise de urticária, inchaço, prurido cutâneo entre outros sintomas, dos quais o mais grave será uma dificuldade respiratória resultado do edema da glote, que pode ser fatal em pouco tempo. No caso das intolerâncias, o aparecimento dos sintomas está associado à dose ingerida, ou seja, o indivíduo pode tolerar o alimento até determinada quantidade. Estes sintomas, vulgarmente associados a episódios de cólicas, flatulência e inchaço abdominal, mas também dores de cabeça e mau estar geral, ocorrem de forma gradual, podendo surgir até vários dias após o consumo do alimento em questão.
Os alimentos mais alergénios são o leite de vaca (proteína do leite de vaca), o glúten, o ovo, os crustáceos, o peixe e a soja. Sendo que há conhecimento de alergias aos mais diversos alimentos.
No entanto, em ambas as sutuações está associado um alimento a uma reação adversa específica. Daí, os portadores deste tipo de sintematologia devem evitar total ou parcialmente (dependendo se é intolerância ou alergia e o seu grau) o alimento em causa. A restante população não terá nenhum benefício em praticar este tipo de exclusão alimentar. Atualmente, é comum depararmo-nos com grupos de pessoas que retiram da sua alimentação o gluten, a lactose e outros, sem patologia associada. O risco pode estar no facto destes alimentos terem na sua composição outros nutrientes importantes que estes indivíduos deixam de consumir, criando carências que podem ter consequências graves.
Portanto, é essencial que o tipo de alimentação de cada um seja perfeitamente adaptado à sua saúde.

 

*nutricionista

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