Daniel Gonçalves

Os animais também precisam de férias

Chegaram as férias para milhares de portugueses. Outros já as tiveram. Outros ainda irão tê-las nos próximos tempos. Por estas alturas, surge uma razia de animais abandonados. Um crime que já público e que deve ser denunciado. Mas há cada vez mais cidadãos conscientes que encontram soluções para o seu melhor amigo.
Os hotéis para cães e gatos são uma boa opção e a oferta é cada vez maior. Ainda bem! E perante tanta escolha, importa selecionar o melhor. Por isso, há que ter em mente algumas regras básicas. Primeiro, claro, deve fazer uma boa pesquisa na internet e procurar o máximo de informação disponível. É inútil fazer uma visita ao local se, logo à partida, existirem condicionantes que dificultam a sua opção. O primeiro entrave, claro, é o preço. O mais barato pode-se revelar caro depois. Faça uma análise qualidade versus preços e serviços disponíveis: têm animação? Quantos técnicos estão no local? Qual o tamanho das instalações? Que entretenimento disponibilizam? Como funciona a vigilância? Têm apoio veterinário? Quantos animais costumam ter? Estão abertos há quanto tempo? Estão nas redes sociais?
Após uma primeira análise, é crucial que visite o espaço antes de tomar a decisão final. No local, confirme as informações que recolheu, as condições higieno-sanitárias; o estado dos cães que já lá estão hospedados; as licenças de auto-rização de funcionamento; entre outros pormenores. Como vê, tudo isto requer tempo. Mas são passos que são necessários tomar. O preço não pode ser o único fator.
Outros detalhes importantes: a existência de sombra, teto, proteção do sol e do calor; a capacidade de ventilação e de arejamento; o tamanho dos espaços para que os cães ou os gatos possam brincar e se exercitar; o número de vezes que os levam a passear; o tipo de paredes e de chão, fácil de lavar, para que seja fácil a limpeza e assim se evite o contágio de doenças e pragas.
Todos os pet hotels devem permitir que deixe algo pessoal com o seu animal, com que ele possa matar saudades do dono: um brinquedo, um objeto, a sua comida preferida, por exemplo. Da sua parte, deixe sempre a caderneta de vacinação e mais do que um contacto, se possível de alguém que esteja perto do hotel. Os responsáveis do estabelecimento precisam de o maior número de informação possível para poderem analisar o que fazer com o animal. Des-confie se não solicitarem dados ou pormenores como alergias. Se o hotel for bom, o seu cão, ou gato, ou hamster, ou outro adapta-se a ele, no máximo, em dois dias. Depois, é só ir de férias e aproveitar o seu descanso merecido. Boas férias!

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