Daniel Gonçalves

Porquê adotar um animal abandonado

Em Portugal são abandonados por ano cerca de 10 mil animais, na sua maioria cães. O número, contudo, está a decrescer. São acolhidos nas várias instituições e entidades camarárias e necessitam de uma família adotante. E porque deve acolher um destes fofuchos? Deixo-lhe aqui dez razões principais, entre as muitas existentes. Adotando um animal está a salvar uma vida. Os animais que vivem em abrigos têm muitas das vezes espaços diminutos, não brincam, não recebem atenção, nem têm companhia constante dos seres humanos. São órfãos de família. Esses animais, na maioria dos casos, quando estão doentes ou têm problemas de comportamento são passíveis de eutanásia, por isso a urgência de resgatar um animal e encontrar uma família. Um animal de raça indefinida é uma boa caixinha de surpresas. Um animal de raça pura tem as suas caraterísticas conhecidas enquanto que estes animais são como um filho, não se sabe a sua história. O conhecimento mútuo permite, assim, uma ligação ainda mais especial. O custo de adotar um animal é menor uma vez que ele está tratado, castrado e com as vacinas necessárias. A sua resistência é maior e não têm predisposição no desenvolvimento de certas doenças de animais de raça. O facto de terem sobrevivido sem cuidados aumenta a sua resistência física. A adoção de um adulto é facilitadora porque ter um cachorro em casa
pode ser uma grande dor de cabeça. Muitas pessoas não tem tempo de o treinar e educar porque exige muita atenção pelo menos nos seis primeiros meses. Quando adota um cão ou gato abandonado, pode escolher a idade e normalmente são os adultos que mais precisam, pois, infelizmente, são os mais difíceis de serem acolhidos. Muitos que estão disponíveis foram abandonados pelos seus antigos donos e, como tal, é muito comum que o animal já seja treinado e tenha algumas regras básicas de comportamento, tais como fazer as necessidades em locais próprios. Adotar um animal de um abrigo e proporcionar-lhe o conforto de uma melhor alimentação, de uma cama quentinha, passeios diários e uma atenção exclusiva é uma recompensa impagável. Estes animais são mais flexíveis adaptam-se a qualquer situação. Frio, calor, mudanças no ambiente, casa nova. Infelizmente, foram acostumados e aprenderam a adaptar-se. Estes animais de raça indefinida são exclusivos e não existe mais nenhum animal igual. Não vai ter nenhum animal igual ao seu no mundo. Todas estas razões são suficientes para e se estiver a pensar ter um animal em casa pensar que pode salvar uma vida e proporcionar a felicidade. A sua pet shop

Os animais também precisam de férias

Chegaram as férias para milhares de portugueses. Outros já as tiveram. Outros ainda irão tê-las nos próximos tempos. Por estas alturas, surge uma razia de animais abandonados. Um crime que já público e que deve ser denunciado. Mas há cada vez mais cidadãos conscientes que encontram soluções para o seu melhor amigo.
Os hotéis para cães e gatos são uma boa opção e a oferta é cada vez maior. Ainda bem! E perante tanta escolha, importa selecionar o melhor. Por isso, há que ter em mente algumas regras básicas. Primeiro, claro, deve fazer uma boa pesquisa na internet e procurar o máximo de informação disponível. É inútil fazer uma visita ao local se, logo à partida, existirem condicionantes que dificultam a sua opção. O primeiro entrave, claro, é o preço. O mais barato pode-se revelar caro depois. Faça uma análise qualidade versus preços e serviços disponíveis: têm animação? Quantos técnicos estão no local? Qual o tamanho das instalações? Que entretenimento disponibilizam? Como funciona a vigilância? Têm apoio veterinário? Quantos animais costumam ter? Estão abertos há quanto tempo? Estão nas redes sociais?
Após uma primeira análise, é crucial que visite o espaço antes de tomar a decisão final. No local, confirme as informações que recolheu, as condições higieno-sanitárias; o estado dos cães que já lá estão hospedados; as licenças de auto-rização de funcionamento; entre outros pormenores. Como vê, tudo isto requer tempo. Mas são passos que são necessários tomar. O preço não pode ser o único fator.
Outros detalhes importantes: a existência de sombra, teto, proteção do sol e do calor; a capacidade de ventilação e de arejamento; o tamanho dos espaços para que os cães ou os gatos possam brincar e se exercitar; o número de vezes que os levam a passear; o tipo de paredes e de chão, fácil de lavar, para que seja fácil a limpeza e assim se evite o contágio de doenças e pragas.
Todos os pet hotels devem permitir que deixe algo pessoal com o seu animal, com que ele possa matar saudades do dono: um brinquedo, um objeto, a sua comida preferida, por exemplo. Da sua parte, deixe sempre a caderneta de vacinação e mais do que um contacto, se possível de alguém que esteja perto do hotel. Os responsáveis do estabelecimento precisam de o maior número de informação possível para poderem analisar o que fazer com o animal. Des-confie se não solicitarem dados ou pormenores como alergias. Se o hotel for bom, o seu cão, ou gato, ou hamster, ou outro adapta-se a ele, no máximo, em dois dias. Depois, é só ir de férias e aproveitar o seu descanso merecido. Boas férias!

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