Andreia Hortênsio

O fim da era do “Dói? Tira!”

O dente é composto por vasos sanguíneos e feixes nervosos, a polpa dentária, mais vulgarmente conhecida por nervo, que fazem com que o mesmo esteja ligado ao nosso corpo e que nos faça sentir, por exemplo, a conhecida sensibilidade. Devido à cárie, trauma ou fratura, a polpa pode sofrer alterações irreversíveis, pondo em causa a vitalidade do dente. Os sintomas que normalmente estão associados a esse fenómeno são a dor espontânea, sensibilidade exacerbada ao frio e/ou ao quente, presença de abcesso, que pode surgir associado a uma bolha na gengiva, mais conhecida por fístula.
N’A Clínica do Dr. Pedro Mota, eu, Andreia Hortênsio, sou a médica dentista responsável pela área da endodontia, o ramo da medi-cina dentária que concerne os tratamentos à polpa dentária. A consulta de endodontia passa pela remoção do tecido pulpar, a desinfecção e obturação desses canais que existem na raiz do dente. Normalmente, devido à complexidade deste tratamento, podem ser necessárias mais do que uma consulta para se proceder à correcta desvitalização do mesmo. No final do tratamento é esperado que a pessoa deixe de sentir dor, uma vez que o dente deixa de estar ligado ao nosso corpo, continuando, no entanto, a exercer as suas funções mastigatórias e/ou estéticas, desde que devidamente restaurado através de uma coroa, inscrustação (restauração realizada em laboratório) ou restauração directa.
Apesar do objectivo ser o tratamento durar uma vida inteira, o dente não fica imune a novas cáries. Assim, é necessário realizar consultas periódicas para se avaliar a integridade da endodontia bem como da restauração.

 

*médica dentista

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