Ana Paula Vieira

A arte da viagem ou a arte de viajar

Já pensou que viajar faz bem a tudo? Começa o verão, a disponibilidade é maior e apetece meter os pés ao caminho, e, por vezes, não precisa de o fazer fisicamente
Não pense que “viajar” é só sinónimo de apa-nhar um avião e ir para destinos paradisíacos, mas sim também de peregrinar, jornadear, transitar, visitar, divagar, percorrer, passar, atravessar, andar. Pode encontrar inúmeros exemplos verbais.
Paul Theroux , um famoso escritor de livros de viagens, diz-nos que “uma intensa experiência de viagem nem sempre é uma experiência prolongada. D.H.Lawrence passou dez dias com a mulher na Sardenha e escreveu um volumoso livro sobre isso. Kipling esteve uma hora em Rangun e nunca foi a Mandalai, tema do seu famoso poema. E Marco Polo andou vinte seis anos na China”.
Alain de Botton, outro escritor que se debruça sobre o tema, explica-nos, através da filosofia, como podemos aprender a ser mais felizes nas nossas viagens.
Conheça melhor a sua cidade, a sua rua, a sua biblioteca. Quando verificar que existe muito mais do que praia, países exóticos e parar de pensar que no “estrangeiro” é que é bom, vai “viajar” muito mais e muito mais feliz. Marcel Proust refere uma frase que sempre me acompanha: “a verdadeira viagem do descobrimento não consiste em procurar novas paisagens, mas em ver com novos olhos”. Descubram muito e melhor cá em “casa”.
Bibliografia de verão (obrigatório ler): “A Arte de Viajar” e “Como Proust pode Mudar a Sua Vida”, de Alain de Botton; e “A Arte da Viagem”, de Paul Theroux .
Boas viagens!

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