Maria da Luz Rosinha

O Colete está mais vivo que nunca

Os meses de verão têm, em Vila Franca de Xira, uma particular ligação às tradições locais. É altura das pessoas se reunirem à volta de temas que lhe são caros e em que o apelo à sua terra está muito presente, razão pela qual muitos dos nossos emigrantes, aproveitam este período para voltar à sua terra e reverem os seus parentes e amigos.
Falo-vos da festa dos toiros. Decorreu a semana da cultura tauromáquica que, este ano, abriu uma exposição que homenageia, até outubro, no salão da Patriarcal o matador Victor Mendes. O toureiro não nasceu em Vila Franca, mas há muito que Vila Franca o adotou. E Victor Mendes soube retribuir o carinho e amor que esta terra lhe dedica, levando bem longe, pelas arenas de todo o mundo, o nome da nossa região.
A esta homenagem juntaram-se diversos colóquios, que permitiram receber um conjunto de figuras gradas do panorama nacional e internacional da tauromaquia. Vila Franca assume-se mais uma vez como o pulsar do coração da afición tauromáquica.
E dos salões, a festa passa para as ruas. Onde tem uma das suas expressões máximas, o Colete Encarnado, com tudo o que, ano após ano, se reforça de tradição e envolvimento das suas gentes.
Oitenta e cinco anos depois, o Colete Encarnado está mais vivo do que nunca, atrai pessoas de todos os cantos do mundo e de todas as culturas. É a cor, o brilho, a música e uma vivência inigualável que, durante três dias, torna Vila Franca a sala de visitas de Portugal, para onde todos estão convidados e onde todos os que chegam são bem recebidos.
Vila Franca com as suas tradições, não é melhor nem é pior é diferente e espera por vós.

 

*deputada do PS na Assembleia da República

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