Não podemos ficar indiferentes ao que se passa nos EUA

Não estamos todos nós indignados pelo que se verificou nos Estados Unidos da América com a decisão política de separar as crianças migrantes das suas famílias? O que se passa no mundo? Como é possível que os americanos aceitem um governo que toma decisões desta natureza? Porque não retiramos o filho e os netos ao Presidente Donald Trump? Talvez assim entendesse a dimensão da barbaridade de que é autor. É obrigatório não ficarmos obcecados apenas pelo campeonato do mundo e os golos do Ronaldo, que são muito bem vindos, ou pela crise do Sporting (e eu sou sportinguista) e não vejamos o que acontece no mundo. O que estamos a assistir é uma clara violação da Declaração Universal dos Direitos Humanos e da Declaração dos Direitos da Criança. Estamos perante uma violenta regressão em termos civilizacionais e não se percebe como não há desde logo nos EUA um imenso clamor contra este flagrante atentado aos direitos humanos que permitiu retirar mais de duas mil crianças às famílias desde que foi anunciada a política de tolerância zero. Em Portugal conhecemos medidas de tolerância zero em relação ao consumo do álcool e à velocidade, no sentido de proteger as pessoas e não como o que está a acontecer nos EUA, em que a falta de respeito pelos tratados e convenções que protegem as crianças dá sinais muito preocupantes sobre o que pode acontecer quando o poder é mal utilizado. A ONU não pode deixar passar estes comportamentos de um país que pela sua diversidade e importância deveria ser um exemplo para o mundo. Na Assembleia da República, a casa da democracia portuguesa, todos os partidos políticos se manifestaram contra estes procedimentos. O mundo não pode ser indiferente a estes comportamentos desumanos. É preciso mobilizar todos para que tal não volte a suceder.

Maria da Luz Rosinha* opinião *deputada do PS no Parlamento

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