Tão simples como lavar as mãos

A primeira vez que se comprovou a influência da higiene das mãos na transmissão de doenças foi por volta dos anos 1846/47. Só nessa época é que foi proposto aos profissionais de saúde lavarem as mãos antes de observarem os pacientes. Nessa ocasião foi feito um estudo experimental acerca das mortes das parturientes. Os médicos começaram a lavar as mãos com uma solução desinfetante antes da observação clínica. Com este cuidado tão simples, a morte no pós parto caiu de 12,2% para 1,2%. De onde se pode aferir que a correta higiene das mãos é o primeiro passo no controle das infeções hospitalares. Se, hoje em dia, a falta de higienização das mãos em ambiente hospitalar é algo inconcebível, no dia a dia também é primordial. Todos nós, seja qual for a nossa profissão, devemos proceder a uma adequada lavagem das mãos com a frequência adaptada às tarefas que executamos, ao nosso ambiente, ao número de pessoas com as quais contactamos ou a época do ano. Por exemplo, as pessoas que manipulam alimentos têm que ter um cuidado redobrado. Se tratarmos de doentes ou tocarmos em feridas também o devemos fazer, como é óbvio. A época gripal é uma das alturas onde devemos aumentar a frequência da higienização das mãos especialmente depois de espirrarmos, tossir ou nos assoarmos. Para quando não é possível lavar com água e um detergente existem, no mercado, soluções à base de álcool que permitem a referida higienização e que pode comprar na sua farmácia. A OMS considera este tema tão importante a ponto de lhe dedicar o próximo dia 5 de maio. Estima-se que seja possível prevenir a transmissão de doenças em 40% dos casos, apenas e só, por este simples ato uma vez que nas mãos se podem encontrar todo o tipo de microrganismos.

Sónia Teles* saúde *farmacêutica na Farmácia Moderna

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