Ponte D. Amélia em risco exige medidas de segurança

As câmaras municipais do Cartaxo e de Salvaterra de Magos limitaram a partir desta quarta-feira, 14 de fevereiro, a circulação na ponte rainha D. Amélia. A travessia sobre o Tejo, que liga Porto de Muge, a sul, a Muge, a norte, foi construída em 1902 para circulação ferroviária. Envelhecida, foi deixada ao abandono durante alguns anos, até que foi construída uma nova estrutura para comboios mesmo ao lado. A antiga ligação metálica foi alvo de obras em 2001 para permitir a circulação automóvel, isto depois de ambos os municípios terem assinado, em 1996, um protocolo com custos e responsabilidades partilhadas. Porém, as duas autarquias alegam que a Junta Autónoma das Estradas, atual Infraestruturas de Portugal (IP) está em incumprimento. Num comunicado conjunto, asseguram que “têm observado uma utilização abusiva do tabuleiro” e que alguns dos pilares “estarão sujeitos a maior erosão, por causa do aumento da velocidade de escoamento, pelo que o enroncamento atual poderá ser insuficiente”. As duas autarquias alegam ainda que existe “dificuldade de fiscalização” que, admitem, se deve “à escassez de efetivos para o efeito”. Cartaxo e Salvaterra revelam que foi feito um “levantamento topo-hidrográfico em 2015”  e um “levantamento batimétrico e uma inspeção subaquática em 2016”. Os resultados preocupantes foram comunicados à tutela e pedidas reuniões com os ministros. Entretanto, a 4 de janeiro deste ano, a IP foi informada da situação. Perante os relatórios, a entidade pública recomendou “medidas imediatas”, desde a limitação de velocidade e 30 km/h, reparação dos pilares, limite de peso dos veículos num máximo de 3,5 toneladas. Entretanto, será lançado um concurso público para a adjudicação da obra na estrutura.

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