A importância do pão

Por Paula Martins* | A sua origem remonta a milhares de anos a.C. e foram os povos egípcios que deram os primeiros passos nesta arte, desde o cultivo dos cereais, até à sua cozedura em fornos de barro e até à sua comercialização. O pão, que antigamente era confecionado num forno comunitário com o intuito de durar cerca de uma semana, passou a estar disponível nas padarias diariamente e hoje em dia, muitas já são as famílias que confecionam o seu próprio pão, em máquinas próprias ou amassando à mão e cozendo nos seus fornos elétricos. Durante quase toda a sua história, o pão foi visto como um alimento de sustento, tinha um grande peso e importância na alimentação, nomeadamente em Portugal. Nas últimas décadas foi perdendo o seu prestígio ao ser associado a um alimento que contribuiria para o aumento de peso, pelo que as dietas obrigaram à sua restrição. Hoje em dia, com o aumento da comercialização de farinhas muito diversificadas em termos de cereais que entrem na sua composição, a população está novamente a apreciar este alimento. Também por estar na moda tudo o que seja “do it yourself” (faça você mesmo), o consumo de pão fabricado nas nossas cozinhas domésticas tem aumentado. O pão é basicamente farinha, fermento biológico, água e sal. Todos os ingredientes que venham na sua composição além destes são têm por objetivo alterar sabores, texturas ou período de conservação do pão. São, por isso, de evitar. Pode trazer benefícios adicionar-lhe sementes ou até frutos secos, ou seja, alimentos saudáveis, que vão enriquecer o seu valor nutricional, mas não haverá qualquer vantagem em adicionar-lhe açúcares ou gorduras. Será importante para um consumidor que consuma pão embalado, dar uma olhadela ao rótulo, principalmente à lista de ingredientes. Nos pães com validades superiores a dois dias, com certeza que irá encontrar nessa lista a presença de aditivos, que devemos evitar. De lembrar que o pão é composto essencialmente por hidratos de carbono (de absorção rápida, se for um pão branco; de absorção lenta, se for um pão escuro – a preferir). O valor energético necessita de ser despendido através do gasto de energia (atividade física), caso contrário acumula-se no organismo, sob a forma de gordura. Ou seja, o seu consumo tem de ser equilibrado.

 

*Paula Martins é nutricionista na Xiradente, tem um blogue e escreve na revista gira

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