Jacinto-de-Água está a destruir o Tejo

O jacinto-de-água está a invadir cada vez diversos afluentes do Tejo. O próprio rio só é limpo porque pelas correntes constantes que transportam a planta em direção ao mar. Mas a qualquer hora é fácil ver passar ilhas de jacintos-de-água a deslizar a caminha da foz. Esta espécie invasora está a entupir sistemas de rega, a matar peixes que são o sustento da comunidade avieira e a destruir a fauna e flora autóctone desta região do Ribatejo. Além de ser um perigo para a saúde ao propagar as pragas de mosquitos. A ribeira de Muge, que nasce perto do lugar de Água Travessa e desagua no Tejo, a montante de Escaroupim, está cheio de jacintos-de-água, e nem mesmo o trabalho de remoção levado a cabo pela Junta de Freguesia e Câmara de Salvaterra de Magos têm sido suficientes para reduzir o problema. Esta sexta-feira, 12 de janeiro, o CDS alertou o governo para a necessidade de resolver a questão. “A ribeira de Muge não é, no entanto, o único curso de água afetado com gravidade. Em Santarém, na foz do rio Alviela, é também visível a infestação com jacintos-de-água, e a 23 de novembro de 2017, o jornal ‘Público’, dava conta da asfixia do Rio Cávado por esta praga, referindo situações igualmente preocupantes nos rios Ave, Douro, Vouga, Mondego, Tejo, Sorraia e Guadiana”, denuncia o partido num comunicado. A seca e a falta de chuva, conjugada com a má qualidade da água, agudizaram o problema e para já o Ministério do Ambiente apenas garante que irá estudar a situação.

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