As alergias ocorrem todo o ano

Por Sónia Teles | farmacêutica | Este mês voltamos a um tema de que já falámos antes: as alergias. Embora possa parecer estranho abordar este assunto no inverno, a verdade é que a alergia não se circunscreve à primavera, existindo pessoas que padecem deste mal durante todo o ano. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu o dia 3 de dezembro para lembrar o sofrimento a que os portadores de alergias crónicas estão sujeitos. Os sintomas de alergia crónica são similares aos da alergia aguda/sazonal mas têm uma duração muito mais prolongada. Estas patologias podem ser altamente incapacitantes e limitadoras da vida diária dos doentes interferindo com o tempo de descanso e comprometendo o rendimento das atividades quotidianas. As doenças alérgicas crónicas apresentam, na Europa, uma elevada prevalência na infância. A dermatite atópica, embora possa ter outras origens, também está associada a reações alérgicas. A asma apresenta também uma prevalência considerável nos menores de idade. Este é um exemplo de patologia alérgica que assume um carácter crónico. Como é óbvio, quando a sintomatologia é muito grave e duradoura, é necessário recorrer ao médico para um tratamento eficaz. Claro que mesmo as situações crónicas se podem prevenir. Em primeiro lugar afastando o agente alérgeno, se possível, manter um ambiente limpo e arejado e, no caso da dermatite atópica, há vantagem na utilização de cremes emolientes. Outra forma de alergia não sazonal é a alergia alimentar que surge por ingestão de certos alimentos como o leite de vaca, o ovo, o amendoim ou o marisco. Este tipo de doença pode-se apresentar na forma de urticária com manchas avermelhadas, pápulas (lesões cutâneas ligeiramente elevadas), comichão, sensação de queimadura podendo chegar à fase de angioedema. Se os sintomas se prolongarem por mais de seis semanas é considerada urticária crónica. Não sendo, habitualmente, uma doença grave pode ter um impacto psicológico negativo. Quando os sintomas se prolongam, deve-se sempre procurar o médico ou informe-se junto do seu farmacêutico. E, já agora, um Natal muito feliz com poucos alergenos.

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