“Linha de comboios do Oeste é a prioridade”

É essa pelo promessa de Pedro Folgado, reeleito presidente da Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM). A CP já suprimiu, desde o início do ano, mais de 500 comboios nesta via construída no século XIX mas que tem sido esquecida ao longo das últimas décadas. Esteve para ser encerrada em 2011, mantida em funcionamento por pressão da população o Governo. Apesar das avarias diárias. O parlamento recomendou, recentemente, a urgente modernização da linha e o Governo pretende, até ao final deste ano, avançar com as obras de eletrificação. Os números são preocupantes. Metade da linha do Oeste, que tem 20 quilómetros e liga o Cacém à Figueira da Foz, só tem cinco comboios por dia, nos quais são transportados, em média, 50 passageiros. Poderia haver mais, caso as condições fossem melhores. É um pau de dois bicos. A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), enquanto órgão fiscalizador, assegura que “foram solicitadas informações à CP, nomeadamente sobre as respostas dadas aos [passageiros] reclamantes” e acrescenta que “foi também recolhida informação diversa para aferir o nível de qualidade de serviço prestado por aquela entidade”. A empresa, contudo, admite que o problema estrutural irá manter-se: o material circulante está envelhecido e ultrapassou há muito o seu prazo de vida útil. A CP admite também que já gastou cerca de 34 mil euros no aluguer de autocarros para fazer transbordos e 19 mil euros de taxa de uso por comboios que não efectuou. É que a Infraestruturas de Portugal cobra portagem ferroviária pela utilização prevista na sua infraestruturas mesmo quando os comboios programados não circulam. No entanto, devido “à importância desta via”, Pedro Folgado garante que irá fazer pressão junto das autoridades para apressar a resolução do problema.

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