A segurança alimentar começa na tua casa

Paula Martins | Nutricionista Pensamos em segurança alimentar e vem-nos à cabeça regras de higiene na cozinha de um restaurante, na cantina que frequentamos, na indústria alimentar ou até nas condições de armazenagem do supermercado onde nos abastecemos. No entanto, a segurança alimentar pode começar e terminar na nossa cozinha e no nosso comportamento. Vamos às compras, trazemos para casa frutas, legumes, carne e peixe, iogurtes e queijos, mercearias e até produtos de limpeza. O primeiro cuidado a ter tem que ver com a necessidade de deixar para último as compras dos frescos (iogurtes, queijo, fiambre, manteiga) e, no fim, os congelados. O segundo cuidado pode ser na disposição das compras no carrinho ou sacos de transporte. Tenha o cuidado de não juntar por exemplo a carne ou peixe (crus) aos alimentos prontos a consumir (pão, uvas, morangos). Já ao chegar a casa, os géneros frescos e congelados devem ser os primeiros a ser acondicionados no frigorífico e congelador respetivamente. Quando falamos no frigorífico, a sua organização também tem que obedecer a algumas regras (já para não falar da limpeza e higiene de prateleiras e borrachas), tais como: nas gavetas deve colocar os frutos e legumes; nas prateleiras de baixo devem ficar carne e peixe em fase de descongelação (num recipiente que não permita verter líquidos resultantes da descongelação); mais acima na zona mais fria ficarão os iogurtes, manteigas e embalagens de leite abertas; nas prateleiras mais altas ficam pré-cozinhadas. Mantendo sempre o cuidado de conservar os alimentos em caixas bem fechadas, protegendo os mesmos de contaminação cruzada (passagem de microrganismos de uns alimentos para os outros através de superfícies ou utensílios comuns).
Na despensa, as embalagens devem ser colocadas de modo a ficarem na frente aquelas que tenham um prazo de validade mais curto. Todas as embalagens abertas devem ser fechadas e identificadas (data de validade e data de abertura). No momento de preparação da refeição, deve ter o cuidado de distinguir as áreas ou bancadas de cozinha para os alimentos crus e para os cozinhados, evitando mais uma vez a contaminação cruzada principalmente por tábuas e facas. Ao cozinhar, dê uma especial atenção às temperaturas e tempos de cozedura de alimentos, como ovos ou carne de aves, inativando assim os microrganismos eventualmente presentes nos mesmos. O alerta vai ainda para a lavagem frequente das mãos, bem como a troca e desinfeção de esponjas e esfregões, onde se alojam grande parte dos microrganismos da cozinha. Olhe por si e olhe pelos outros!

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